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viernes, septiembre 09, 2011

Poemas Ingrid Odgers Original em Espanhol. Tradução: Marciano Vasques

Pontos Cardeais

As palavras concluem o silêncio
Não parecem esgotar-se
Cavalgam o cérebro
Se é que não estou mergulhando nas lembranças
No que tocam meus olhos alertas
Zelosos
        Desbotados
Árvore e folha
Pandeiro e flauta
Tudo sucumbe ao Tom e ao Ritmo
flutuo despida
pelos pontos cardeais
Sedenta
Sou um segredo
    um estremecimento
                    um lamento
No simples gesto de acender a luz
e te olhar ao espelho na escuridão
Neste labirinto perco a visão
Crivando os lugares comuns
Deixam os pés no lodo
Caçador caçado
Sem armadilha
                    Sem rede
Caçador caçado
                    Caçado
Caçador
***************

Animais

E teu corpo cai em meu peito
e a palavra nos flancos
e nos fundimos num poema
e somos animais
fazemos
e desfazemos
e somos animais
que fazemos
e desfazemos
Em ti
Lentamente descobriste
Que a noite gira em tuas costelas
E se abre
E se estende
Até cair muito dentro
Até cair muito fundo
No trevo de teu sexo
E se estende
No eterno assovio do silêncio.
**************

Letras
 
Estes montinhos de pedras empilhadas
balbuciantes
rigorosamente calvas
desejam tomar bruscamente
algo de certeza
Tentam incinerar escuridão e cativeiro
Ocultas mordem o ventre
Assalta a sanidade tenebrosa
Caem sobre um papel de cinzas e chá envelhecido
Tudo é possível
Creio em absoluto
(É o risco que se corre)
Este monstro
Busca auxílio
Busca magia
Resplandecimento extinguido em neon e caos
Se arma em absoluta incerteza
símbolo de um frenesi que estende os braços
e abraça
Até comer os miolos com sua gula.

****
Original em Espanhol.
Tradução: Marciano Vasques
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Collage -El camino de la poesía

Collage -El camino de la poesía
Obra poética y narrativa en la Historia de la Literatura Hispanoamericana de Polonia

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Poética

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No hay necesidad de templos, no hay necesidad de filosofías complicadas. Nuestro propio cerebro, nuestro propio corazón, es nuestro templo. Mi filosofía es la bondad. Dalai Lama

seres humanos

Los seres humanos no nacen
para siempre el día en que sus
madres los alumbran,
sino que la vida los obliga
a parirse a sí mismos una y otra vez.

Gabriel García Márquez (1927-?)

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